Tire suas dúvidas sobre estudar e trabalhar na Austrália

Motivos não faltam para estudar e trabalhar na Austrália. Não por acaso, as lindas praias, o clima tropical, sua grande diversidade cultural e a receptividade dos australianos têm atraído cada vez mais brasileiros em busca de estudo e trabalho no país.

“A Austrália tem um clima muito parecido com o do Brasil. O que eu mais gosto é o fato de ser um país praiano e, ao mesmo tempo, moderno e cheio de oportunidades”, conta Isabella França, 20 anos, que está vivendo em Sydney há dois meses.

Outro fator que atrai diversos estudantes ao país é a possibilidade de conciliar cursos em excelentes escolas e trabalhar legalmente enquanto estuda.  “Vim com a mente aberta para tudo, mas principalmente para o trabalho. Estou aqui há dois meses e ainda não entrei no mercado, mas estou animada com as possibilidades que vi até agora”, diz Marina Pinheiro, 18 anos.

As razões para os estudantes optarem por trabalhar na Austrália durante o seu curso no exterior incluem ainda ganhar um dinheiro extra e até mesmo adquirir experiência internacional de trabalho.

Como estudar e trabalhar na Austrália?

Na Austrália, os brasileiros com visto de estudante têm a permissão de trabalhar 40 horas a cada 15 dias durante o período do curso. “É possível segmentar essas horas da maneira que preferir desde que o total não ultrapasse o limite estipulado pela lei”, explica Patrícia Monteiro, education manager do Consulado Geral da Austrália no Brasil.

Estudar e trabalhar na Austrália

“É muito comum que as pessoas criem a sua própria rotina de trabalho, por exemplo, trabalhando 30 horas em uma semana e dez horas na outra. No entanto, é importante lembrar que ultrapassar o limite de horas de trabalho estipulado é ilegal e, se a imigração australiana pegar, o aluno corre o risco de ser deportado”, alerta Marcelo Borges, consultor do STB Austrália, em Sydney.

“Os australianos são muito corretos com trabalho, eles cobram de verdade bons resultados, mas não deixam de ser um povo muito educado e amigável. Trabalhar aqui faz você pensar sobre o valor do dinheiro e te faz valorizar qualquer tipo de emprego”, diz Vitor Duarte, 24 anos, que está na Austrália há três meses.

Durante as férias escolares, a permissão de trabalho aumenta e passa a ser de 40 horas semanais, possibilitando que o estudante trabalhe diariamente em período integral.

Como funciona o visto australiano?

Ao optar por um curso de 14 ou mais semanas de duração, o aluno vai receber um visto de estudante.  Com esse visto, ele está automaticamente autorizado a trabalhar no país, sem que seja necessário se aplicar para um visto de trabalho.

O visto de estudante deve ser solicitado ainda no Brasil, com no mínimo dois meses de antecedência. Já a sua validade sempre estará atrelada à duração do curso escolhido. “Isso significa que, enquanto o visto de estudante estiver vigente, o aluno poderá trabalhar legalmente na Austrália”, garante Borges. Visto australiano

Além disso, há a possibilidade de o visto ser estendido para estudo e, no caso de alunos que estão no país para cursos de nível superior, é possível ainda solicitar um visto chamado Post-Study Work Visa, que permite ao estudante residir na Austrália por um período de até dois anos após o fim dos estudos.

“É uma forma de se provar no mercado de trabalho após um curso de graduação, pós-graduação ou mestrado, sem necessariamente estar estudando. Se a empresa onde você estiver trabalhando tiver interesse que você fique definitivamente na Austrália, é possível que ela mesma te ajudar a solicitar a residência permanente”, explica Daniela Odin, diretora do STB Austrália. No entanto, é importante lembrar que o visto de turista não dá o direito a trabalhar legalmente na Austrália.

Encontrando um trabalho na Austrália

“Aqui na Austrália, trabalho como housekeeping. É um emprego braçal e, claro, muitas vezes cansativo, mas vale muito a pena. Eu consigo me sustentar tranquilamente e me divertir muito também”, conta Isabella França. Entre as inúmeras oportunidades de trabalho que a Austrália oferece para estrangeiros, além de housekeeping, destacam-se áreas como vendas, hospitalidade e turismo.

“Uma dica para encontrar oportunidades de trabalho na Austrália é procurá-las nos jornais de maior circulação e também em sites de empregos. Muitas vezes, a própria escola também dá suporte aos alunos para que eles consigam se colocar no mercado de trabalho”, diz Patrícia Monteiro.

O STB Austrália também mantém um escritório em Sydney e está sempre à disposição para ajudar os estudantes brasileiros a encontrar o melhor curso de inglês na Austrália e se colocarem no mercado de trabalho. “Frequentemente, organizamos workshops na área de hotelaria ou convidamos empresas de recrutamento para virem até a loja conhecer os nossos estudantes”, conta Daniela.

Conheça os seus direitos e deveres

Sempre que se trabalha legalmente na Austrália, é necessário pagar impostos para o governo. Esses impostos são deduzidos do salário pelo empregador por meio do Tax File Number (TFN). “O TFN é um número fornecido pelo governo australiano a todos os trabalhadores que serve para o controle de impostos trabalhistas. É como se fosse a carteira de trabalho no Brasil”, explica Daniela Odin. O ideal é que o estudante solicite o Tax File Number assim que chegar à Austrália. O processo é simples: basta preencher um formulário e, em até 28 dias, o número estará pronto.

Além de ser obrigatório no processo de admissão trabalhista da Austrália, o TFN também pode ser utilizado para solicitar retorno de parte do imposto pago durante o ano fiscal trabalhado.

Aproveite oIntercâmbio na Austrália seu intercâmbio na Austrália!

“O que mais me surpreende na Austrália é a segurança, organização e respeito das pessoas. Não precisamos nos preocupar com quase nada. As coisas funcionam aqui e se aprende muito, não apenas o inglês. Eu cresci como pessoa, pois sai da minha zona de conforto para começar tudo do zero. No começo é difícil, mas faz com que você aprenda a dar valor a tudo e também se divertir em dobro depois”, conta Isabella França.

A viajante Marina Pinheiro conta que também está aproveitando o seu intercâmbio na Austrália. “Estou achando tudo muito bom. Não tive a famosa homesick e está correndo tudo muito bem. O que mais me surpreende aqui é a educação das pessoas, a segurança e como as regras realmente são levadas a sério. A Austrália é um país incrível, com muito a ser explorado em todos os sentidos”, garante Marina.

Vitor Duarte aconselha quem está para ir ao país: “Venham de peito aberto, sem preconceitos e com muita vontade de se misturar e de falar outra língua. Vocês serão feliz aqui, aposto!”.

 

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Equipe G.A.T.E. BR

O G.A.T.E. (Global Access Through Education) é uma plataforma de conteúdo com artigos sobre escolas e universidades no exterior, perspectivas profissionais e informações sobre desenvolvimento pessoal.

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