Irlanda e Nova Zelândia estão entre os 10 países com maior igualdade de gênero

De acordo com o Índice Global de Desigualdade de Gênero 2016, divulgado pelo World Economic Forum em outubro de 2016, a Irlanda e a Nova Zelândia estão entre os dez países com maior igualdade de gênero, o que os tornam alguns dos melhores destinos para estudar e trabalhar no exterior.

O relatório examina as diferenças de oportunidades para homens e mulheres em 144 países, avaliando as condições enfrentadas por mulheres nas áreas de saúde, educação, paridade econômica e participação política.

Quais são os países com maior igualdade de gênero?

Quatro países do norte da Europa estão entre os lugares onde a igualdade de gênero é mais avançada: Islândia (1º), Finlândia (2º), Noruega (3º) e Suécia (4º), respectivamente.

O quinto lugar ficou com Ruanda, nação africana que se reestabeleceu de maneira surpreendente após o genocídio de 1994. O país ganha lugar de destaque na lista por contar com uma alta taxa de participação feminina no parlamento, tendo 64% de suas cadeiras ocupadas por mulheres.

Para as mulheres que planejam estudar e trabalhar na Irlanda, a notícia é boa: além de ser um dos melhores países para fazer intercâmbio,  com ótima qualidade de vida, o país se destacou no relatório, ficando com a sexta posição do ranking e excelente pontuação nas áreas de educação e saúde – nessas áreas, o país praticamente já atingiu a igualdade de gênero.

Já as Filipinas, que ocuparam a sétima posição, se destacaram porque contam com uma grande massa de trabalhadoras mulheres que contribuem para a geração de renda e crescimento da economia local.

Quem deseja estudar e trabalhar na Nova Zelândia também contará com a paridade nas áreas de educação e saúde, motivos que levaram o país a ocupar o nono lugar no ranking.

Os 10 países com maior igualdade de gênero

Islândia

Finlândia
Noruega
Suécia
Ruanda
Irlanda

Filipinas

Eslovênia
Nova Zelândia
10º  Nicarágua

Apesar do aumento da discussão sobre a igualdade de gênero no mundo, os avanços para diminuir a desigualdade social entre homens e mulheres desaceleraram dramaticamente no último ano. Em 2016, o documento destaca que a disparidade de gênero no mercado de trabalho atingiu o maior nível desde 2008.

A partir da nova medição, conclui-se ainda que a equiparação econômica entre os sexos só será alcançada daqui a 170 anos, o que representa um retrocesso de 52 anos em relação à previsão feita em 2015. O relatório anterior sugeria que a desigualdade econômica entre os gêneros poderia ser extinta em 118 anos, até 2133.

Uma das comparações mais alarmantes é em relação ao mercado de trabalho. Em todo o mundo, apenas 54% das mulheres participam da economia formal, enquanto entre os homens esse número é de 81%.

Por outro lado, a paridade de gênero apresentada entre homens e mulheres que têm acesso à saúde e educação foi uma das que mais apresentou progressos, com números que chegam a 95% e 96%, respectivamente. Isso significa que é possível que a diferença entre os gêneros nessas áreas possa ser eliminada nos próximos anos.

Igualdade de gênero é maior em países do norte da Europa

No quesito participação política, a situação ainda é grave. O índice global aponta que apenas 23% das mulheres do mundo têm participação política. Neste ritmo, seriam necessários 82 anos para que as mulheres alcançassem a igualdade.

Como é a igualdade de gênero no Brasil?

O Brasil aparece na 79º posição do ranking, registrando lacunas referentes às participações econômicas e políticas das mulheres. Apesar de ter aumentado na última década, a participação política das mulheres no Brasil continua sendo muito inferior a dos homens, chegando a apenas 13%. No campo econômico, o índice de participação e oportunidades para as mulheres é de 64%.

A disparidade nesses dois aspectos é um problema global, que fez muitos países perderem posições no ranking. No mundo todo, apenas 23% das mulheres estão em cargos políticos e 59% das mulheres têm participação econômica.

Com isso, apenas quatro países do mundo apresentam um número igual de homens e mulheres ocupando cargos legislativos, executivos e de liderança em grandes empresas. Isso acontece ainda que 95 dos 144 países analisados tenham o mesmo – ou maior – índice de mulheres com diploma superior.

Igualdade de gênero na Europa e nos Estados Unidos

Países da Europa Ocidental, incluindo três grandes economias como Alemanha (13º), França (17º) e Reino Unido (20º), ocupam 11 das 20 posições do ranking. Fora da Europa, a nação que mais se destaca é a África do Sul, que subiu quatro posições desde a medição passada e ficou com o 15º lugar da lista.

Já os Estados Unidos perderam 17 posições em 2016, ocupando o 45º lugar do ranking. Estima-se que esse número possa cair ainda mais devido à falta de representatividade política que as mulheres vêm enfrentando com as medidas polêmicas do presidente recém-eleito Donald Trump.

Educação é o caminho para a mudança

O estudo do World Economic Forum garante que a capacitação de mulheres e meninas representa uma maior oportunidade para o desenvolvimento humano e para o crescimento econômico. Exemplo disso é o resultado do estudo “O Poder da Paridade”, publicado pelo McKinsey Global Institute, que revela que zerar a desigualdade de gêneros em escala global tornaria o mundo US$ 28 trilhões mais rico.

Universidades firmam pacto contra a desigualdade de gênero

De acordo com relatório da campanha “HeForShe IMPACT 10x10x10”, (no Brasil, ElesPorElas, iniciativa global promovida pela ONU que tem como um de seus objetivos envolver os homens na luta pela igualdade de gênero), apesar de as mulheres representarem a metade dos estudantes de graduação e pós-graduação, os cargos administrativos seniores e de professores titulares são dominados pelos homens. Por isso, a campanha reúne dez chefes de Estado, dez presidentes de empresas e dez presidentes de universidades para promover ações que gerem impacto dentro e fora dos ambientes que habitam, fazendo com que as instituições se tornem modelo de ações bem-sucedidas em prol da igualdade de gênero.

Ciente da sua responsabilidade de contribuir para a formação de cidadãos, dez instituições de ensino superior se reuniram com o objetivo de empoderar mulheres e reverter esse cenário.  Fazem parte da campanha a Universidade de Georgetown (EUA), Universidade de Stony Brook (EUA), Universidade de Nagoia (Japão), Universidade de Hong Kong, Universidade de Leicester (Reino Unido), Universidade de Oxford (Reino Unido), Universidade de Waterloo (Canadá), Universidade de Witwatersrand (África do Sul), Sciences Po (França) e a Universidade de São Paulo (Brasil).

As universidades se comprometeram com 30 objetivos, entres eles acabar com a desigualdade de gênero em todos os ambientes das instituições, além de criar centros de excelência para abordar o tema e pôr fim à violência contra as mulheres dentro dos campi. Juntas, essas instituições representam um total de 700 mil estudantes e 40 mil membros do corpo acadêmico.

Estude e trabalhe na Irlanda

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Equipe G.A.T.E. BR

O G.A.T.E. (Global Access Through Education) é uma plataforma de conteúdo com artigos sobre escolas e universidades no exterior, perspectivas profissionais e informações sobre desenvolvimento pessoal.

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