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Community college e universidades americanas: veja relatos de quem estudou

Quem deseja cursar uma universidade nos Estados Unidos se depara com diferenças como o sistema de ensino e de seleção, além do tipo de instituição onde os cursos são ministrados. Uma das principais dúvidas de quem deseja cursar o ensino superior no país é, justamente, entender quais são as principais diferenças entre college, comunnity college e universidades americanas.

Para tornar a compreensão destes conceitos mais fácil, é possível tentar relacioná-los com instituições com as quais estamos mais familiarizados no Brasil. De maneira geral, a university pode ser associada às nossas universidades, que contam com maior variedade de cursos de graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado e são conhecidas como instituições de pesquisa. Já o college é uma instituição de ensino superior menor, podendo ser tanto pública quanto privada, com um número restrito de cursos de graduação e, em sua maioria, cursos técnicos que oferecem um diploma para o estudante após dois anos de estudo.

Muitas vezes erroneamente associados a cursos técnicos, os comunnity colleges, por sua vez, não têm uma instituição similar no Brasil. São instituições públicas que oferecem cursos durante os dois primeiros anos de graduação (o Associate Degree, que não tem equivalência no Brasil) e cujos créditos podem, posteriormente, ser utilizados pelos alunos para ingressar em um college tradicional ou em uma university.

Mas, para entender melhor suas particularidades e avaliar as vantagens de cada um deles, nada melhor do que escutar os relatos de quem vive esta realidade de perto. Por isso, conversamos com dois estudantes brasileiros que optaram por cursar o ensino superior nos Estados Unidos em diferentes instituições. Confira os depoimentos.

Como é estudar em um community college

“Sempre quis fazer um intercâmbio para aprender a língua inglesa, que era uma dificuldade para mim. Então, decidi trancar a minha faculdade no Brasil e fui estudar inglês na ELS, em Thousand Oaks. Lá, a maioria dos estudantes pretendia fazer faculdade nos Estados Unidos mesmo e, como eu já estava insatisfeito com a minha faculdade no Brasil, resolvi tentar fazer um college aqui também.

Estudante de community college

Depois de não ser aceito em nenhuma universidade por falta do SAT (Scholastic Aptitude Test), decidi atender a um community college. A princípio, fiquei receoso com a ideia, mas hoje acho que foi a melhor escolha que eu fiz! Assim terei a chance de aumentar meu GPA e de me envolver no college e na comunidade ao redor – fatores decisivos para ser aceito em uma boa universidade nos Estados Unidos.

Com a ajuda do STB, o processo de application foi mais tranquilo, mas não deixou de dar um pouco de dor de cabeça, pois os colleges pedem muitos documentos extras e a resposta demora mais que o esperado. Nessa época, as minhas maiores inseguranças eram relacionadas a não conseguir acompanhar o curso em inglês e a não conseguir fazer amigos porque, como em community college quase todos os estudantes trabalham e moram há algum tempo na cidade, a maioria não está procurando socializar. Mas com estudantes internacionais a história é diferente e eu consegui fazer um ciclo de amizades muito bom!

O sistema de ensino americano é muito diferente do brasileiro, mas, aos poucos, você vai se adaptando e passa a entender como tudo funciona. Se você tiver alguma dúvida, é possível marcar um appointment com um professor, uma librarian ou algum instructor, por exemplo. Estudantes de Community College e Universidades Americanas

Todos os alunos que optarem por fazer um community college terão que cursar em média três semestres de aulas de conhecimentos gerais, como ciências, literatura, inglês, matemática e história dos Estados Unidos. Estou fazendo essas aulas agora e estou gostando muito! Acredito que elas estão me ensinando a escrever e a argumentar bem melhor do que antes e que, depois de concluir o meu curso, eu estarei apto para ingressar no mercado de trabalho americano ou facilmente no brasileiro.

Aqui, tanto o GPA quanto as atividades extracurriculares são muito valorizadas, principalmente se você pretende trabalhar nos Estados Unidos depois de graduado. Então é muito importante participar de todas as atividades que o college disponibiliza, além de se dedicar ao máximo para ter um GPA o mais alto possível. Quando terminar o meu curso, pretendo aplicar para nove universidades diferentes.”

Gustavo Scarnera De Cini, 21 anos, está fazendo major em business administration no Palm Beach College, Lake Worth (campus Flórida)

 

Como é estudar em uma universidade americana

Eu decidi que queria fazer universidade no exterior no começo do segundo ano do ensino médio, porque eu não sabia direito o que eu queria estudar (se eu queria fazer ciências políticas, engenharia…) e o currículo brasileiro não te dá flexibilidade. Lá nos Estados Unidos, você tem muita flexibilidade: são dois anos para conhecer disciplinas diferentes antes de decidir o que você quer fazer. Então decidi ir para lá para ter essa possibilidade de escolha.

O processo de application foi muito estressante, porque você tem que fazer várias provas, responder muitas perguntas… É muito complexo e muito confuso. Então eu precisei de muita ajuda e suporte de pessoas que já sabiam e conheciam todo o processo.

Uma dica que eu daria para alguém que planeja fazer faculdade no exterior é: seu inglês tem que estar perfeito. Porque se estiver menos que perfeito vai ser muito difícil. É irrelevante se você vai estudar filosofia, psicologia ou engenharia: sem o inglês, vai ser muito difícil. Os meus amigos do Brasil que não fizeram currículo americano e não foram expostos a um inglês rigoroso acabaram tendo muita dificuldade, porque o inglês não pode ser um obstáculo que você vai ter que superar lá. Você já tem que ir com ele 100% para que isso não seja um problema.

Eu não tive dificuldades de adaptação, porque, no fim das contas, indo para uma universidade nos Estados Unidos ou indo para uma universidade no Brasil, você está indo para estudar. E é mais parecido do que a gente acha. A diferença é que lá tem mais flexibilidade, então você pode escolher quando você vai ter aula, quantas aulas e que horas você quer fazer. Isso foi muito bom porque me ajudou a me adaptar muito mais rápido.

O curso que eu estou fazendo é de computer engineering e os Estados Unidos estão sempre na frente quando o assunto é tecnologia, então acredito que acabei escolhendo um curso muito bom. A Syracuse é muito boa para engenharia de computação e várias pessoas já saíram famosas de lá, como o head de engineering da Apple e o head of mobile development do Google. Então eu fui muito feliz de entrar em uma disciplina tão bem preparado.

O currículo deles não é rígido, então, em um ano eles podem estar ensinando uma coisa e, no ano seguinte, algo diferente, conforme as demandas do mercado. Essa flexibilidade que a escola em si tem faz com que o currículo deles seja muito melhor para preparar os alunos para o mercado.

Em relação às amizades também foi superfácil, porque todo mundo que está lá está sem amigos. Dos 25 mil alunos da minha universidade, devem ter menos de 500 que são da região. Então, todo mundo que está lá está querendo conhecer pessoas. Se você vai com essa mentalidade aberta para conhecer pessoas novas, todos serão receptivos.”

Bernardo Santos, 19 anos, está estudando computer engineering na Syracuse University, em Nova York

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Equipe G.A.T.E. BR

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